Está pronto para confiar nos automóveis autónomos?
O futuro já chegou. Um dos temas mais quentes do mundo automóvel atual é o advento dos veículos não tripulados. Estes carros escondem um enorme potencial, mas também há muitas questões sobre a sua segurança. São enormes os fundos investidos no desenvolvimento destes automóveis. Entre os criadores dos veículos autónomos encontram-se grandes nomes como a Alphabet, a Tesla, a Uber, a GM, a Ford e até a Apple e a Google. Considera-se que os automóveis autónomos são o futuro. A próxima revolução industrial está a chegar com o seu aparecimento. O que é que vai mudar com o aparecimento destes carros? Em primeiro lugar, vai levar à perda de postos de trabalho em algumas áreas. Profissões como motorista de táxi ou de camião deixarão de ser relevantes e serão completamente substituídas por carros sem condutor. Ao mesmo tempo, o preço das mercadorias transportadas diminuirá significativamente, uma vez que não será necessário gastar dinheiro com os salários dos condutores. Considera-se que a eliminação do fator humano reduzirá o número de acidentes. Isto levará a uma redução do número de funcionários da polícia rodoviária. As seguradoras também terão de se requalificar - as suas receitas serão significativamente reduzidas devido ao baixo número de acidentes nas estradas.

Como previsto, haverá mais de 20 milhões de carros autónomos nas estradas até 2035. Para conseguir este cenário, é necessário fornecer aos automóveis uma ligação de rede de alta velocidade com atrasos mínimos na transmissão de informações, o que é esperado na rede 5G. É também necessário fornecer aos automóveis mapas de alta precisão, porque um automóvel autónomo tem de saber a sua localização com muita precisão e lidar com as situações de perda de visão para responder atempadamente à situação do trânsito. Nos próximos 20 anos, os veículos teleguiados terão de partilhar a estrada com pessoas, pelo que cada um desses automóveis deve ter em conta a imprevisibilidade de cada pessoa. O aparecimento de automóveis autónomos coloca-nos a responsabilidade de resolver alguns aspectos morais. Por exemplo, como se deve comportar um automóvel numa situação crítica? Os veículos autónomos devem sacrificar um passageiro para salvar mais peões ou devem proteger o passageiro a todo o custo? Existem também muitas lacunas legislativas e questões de cibersegurança neste domínio.
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